terça-feira, 19 de março de 2019

Devocional da Quaresma: Salmos 69:1-3

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1Ó Deus, salva-me
porque estou na água até o pescoço!
2Estou atolado num lamaçal
muito fundo,
não tenho onde apoiar os pés.
Entrei em águas profundas,
e a correnteza quase me afoga.
3Estou rouco de tanto gritar
por socorro,
e a minha garganta está ardendo.
Os meus olhos estão cansados,
esperando que tu, meu Deus,
venhas me socorrer.

Davi está mergulhado em seus problemas (vv. 1-3). Ele está clamando em solitária agonia, deixado de lado por seus amigos e familiares (v. 4) e atacado por seus inimigos (v. 8). Sua reputação está sob ataque. O campeão cujo nome foi uma vez celebrado nas ruas, agora está sendo ridicularizado nas tabernas (v. 12). O salvador de Israel está clamando por salvação e ele não ouve resposta (v. 3).

A dor que sentimos quando nossa reputação está sob ataque é extremamente dolorosa. Não importa se viemos de origens culturais que valorizam o nome de família ou são individualistas que procuram fazer o próprio nome, esse nome é nossa essência. Mate isso e estamos em risco de uma completa crise de identidade. Como somos tentados a responder quando é nossa reputação que está sendo atacada? Encobrimos nossas falhas? Entramos em desespero? Conduzimos a nós mesmos (e outros) loucamente em uma busca desesperada por perfeição? Davi está em um caminho diferente.

Mesmo na sua angústia, a mente de Davi não está em si mesmo. Ele não está preocupado com sua própria honra. Seu zelo é pela casa do Senhor. Isso é o que o consome (v. 9). Confessando honestamente suas faltas, ele ora para que não haja dano colateral da sua própria tolice que possa difamar o Deus de Israel ou aqueles que olham para ele (vv. 5-6). Davi faz o seu apelo, corajosamente apostando sua reivindicação sobre o inabalável amor e fidelidade de seu justo e onisciente Senhor (v. 13). Resumindo, ele se estabelece na reputação de Deus.

Muitos anos depois, aquele chamado o Filho de Davi entrou no templo em Jerusalém na Páscoa, expulsando os comerciantes e cambistas. Seus discípulos lembraram que estava escrito, “O meu amor pela tua casa, ó Deus, queima dentro de mim como fogo” (João 2:17). Este confronto provocou os eventos que culminariam na maior perda de dignidade que se possa imaginar. O criador do universo, humilhado como um criminoso na cruz, orou pelos seus inimigos, oferecendo a todos eles os benefícios do seu bom nome. Em Jesus, herdamos uma reputação eterna que não pode ser manchada.

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