domingo, 4 de dezembro de 2011

Folha omite relações entre Faustino e José Serra

A seletividade da mídia é algo impressionante. A Folha de ontem (3) publicou uma matéria sobre o indiciamento de João Faustino como integrante da quadrilha que fraudou a inspeção veicular no Rio Grande do Norte. Mas ela simplesmente omitiu que o indiciado foi subchefe da Casa Civil do ex-governador José Serra e que participou do comando da sua campanha presidencial no ano passado. Se os envolvidos neste “malfeito”, que desviou milhões dos cofres públicos, fossem da base aliada do governo Dilma, seria o maior escândalo – com direito a capa da Veja, manchete nos jornalões e comentários raivosos nas TVs. Só mesmo os ingênuos ainda acreditam na propalada neutralidade e imparcialidade da chamada “grande imprensa”. Abaixo, a matéria da Folha serrista:*****Promotoria denuncia diretor da ControlarExecutivo é suspeito de formação de quadrilha no Rio Grande do Norte; procurado pela Folha, não comentou o caso34 pessoas foram denunciadas ontem, incluindo também dois ex-governadores e um suplente de senador FÁBIO GUIBU – DE RECIFEO Ministério Público do Rio Grande do Norte denunciou ontem 34 pessoas sob a acusação de participar de fraudes na implantação da inspeção veicular no Estado.Entre os denunciados estão os ex-governadores do Estado Wilma de Faria e Iberê Ferreira, ambos do PSB, o suplente de senador João Faustino (PSDB) e o diretor-presidente da Controlar, consórcio responsável pela inspeção veicular em São Paulo, Harald Peter Zwetkoff.Os ex-governadores e o suplente foram denunciados sob acusação de envolvimento em crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva, tráfico de influência e fraude em licitação.Zwetkoff é acusado de formação de quadrilha, peculato e fraude em licitação. Troca de e-mails obtidas com autorização judicial revelam que ele repassou ao consórcio Inspar, do RN, as bases usadas em São Paulo para a implantação da inspeção.Segundo a Promotoria, com as informações, o grupo fraudou a licitação, que renderia até R$ 1 bilhão em 20 anos. O consórcio pretendia implantar o esquema em outros dez Estados.Além denunciar as 34 pessoas, os promotores apresentaram à Justiça mais dez pedidos de prisão preventiva. A suposta fraude já havia levado 13 pessoas à prisão. Ontem, cinco foram soltas. Entre eles, está João Faustino.Os acusados também foram flagrados em escutas telefônicas, supostamente negociando acordos ilegais.As informações foram posteriormente cruzadas com dados bancários, obtidos com ordem judicial. A promotoria apura ligações entre essas negociações e doações de campanha feitas em Estados de interesse do grupo.

Sujestão enviada para circulodfogo@bol.com.br algumas informações são do "Blog do miro" e do "Correio do Brasil"

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